Devir do todo, Um






 



 

 



11/11/2008 13:53

Divulgo neste diário de bordo a seguinte resolução do Comitê Central do PCdoB ( http://www.vermelho.org.br/pcdob/ ) sobre a crise capitalista, publicada há dois dias.


* * *

Diante da crise capitalista, defender a nação brasileira e os direitos dos trabalhadores


Resolução do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil acerca da crise econômica e financeira do capitalismo


1 - O capitalismo passa por uma das mais graves crises de sua existência. Iniciada nos EUA há pouco mais de um ano, com o chamado estouro da bolha imobiliária, a crise atinge agora o sistema, em amplitude planetária, com epicentro na potência imperialista hegemônica. Abarca os setores produtivo e financeiro dos países de capitalismo desenvolvido, traz grandes prejuízos aos povos e trabalhadores de todo o mundo e também sérios transtornos para os países que pretendem o desenvolvimento soberano. Pela sua profundidade e extensão a crise atual poderá abalar ainda mais a atual ordem econômica, financeira e geopolítica mundial, hegemonizada pelos EUA. Ao mesmo tempo, poderá servir de estímulo à luta dos trabalhadores, dos povos e das nações que procuram resistir às pressões do imperialismo, trazendo mais para perto a necessidade de buscar uma alternativa avançada ao capitalismo, o socialismo. A crise atual não é fenômeno episódico. Faz parte da natureza do sistema capitalista, tem caráter estrutural e não pode ser resolvida nos marcos do sistema. A saída de fundo é o socialismo. Esta é a verdadeira alternativa para promover o progresso social e o desenvolvimento nacional.


2 - A crise do sistema capitalista mundial poderá se agravar em 2009. Suas manifestações mais visíveis são as recessões, já reconhecidas oficialmente, nos EUA, em alguns países da Europa e no Japão; a multiplicação de falências ou de pesados prejuízos de bancos e empresas; a queda generalizada dos preços de ativos reais e financeiros tais como petróleo, metais, imóveis, ações; a contração do consumo interno e do volume do comércio entre países; o estrangulamento do crédito, fundamental para o funcionamento do sistema. Nos países da chamada periferia do sistema volta a se agravar o problema da vulnerabilidade externa e da possibilidade de crises cambiais, com as dificuldades referentes às transações correntes de seus balanços de pagamentos. Com isto, já se faz sentir a desaceleração da atividade econômica em vários destes países. Para a América Latina, cuja economia é fortemente influenciada pela força do setor exportador, estão previstas diminuições significativas nas taxas de crescimento, como conseqüência da retração da demanda mundial. De outra parte, a crise manifesta-se através dos efeitos sociais arrasadores que vai provocando mundo afora. Nada menos que 100 milhões de pessoas foram jogadas na situação de pobreza este ano. As taxas de desemprego nos EUA e na Europa crescem rapidamente, quadro comum a várias outras partes do mundo, pois se prevê que mais 20 milhões de pessoas perderão seus empregos em 2009.


3 - Entra em crise também a idéia de que o mercado pode se auto-regular, organizando, criando e distribuindo riqueza para a sociedade como foi tão amplamente apregoado pelos ideólogos do neoliberalismo. É patente o fracasso do modelo neoliberal que promoveu a desregulamentação financeira, a livre circulação de capitais e de mercadorias, as privatizações de empresas públicas, a especulação institucionalizada, a ''flexibilização'' dos direitos dos trabalhadores. Medidas que outras finalidades não tinham que a liberação das amarras para a financeirização do capitalismo. Agora se aceita como natural a ação coordenada, envolvendo trilhões de dólares, que os Estados capitalistas promovem na tentativa de salvação do grande capital e da oligarquia financeira, sempre com o argumento de que, assim, se poderia evitar uma catástrofe. Na verdade, isto implica em transferência de riqueza pública para os bancos e instituições financeiras tendo como resultado maiores déficits do Estado e endividamento da população contribuinte. Assim, tais medidas constituem-se numa agressão a mais aos trabalhadores e ao desenvolvimento nacional. São anti-sociais porquanto têm por objetivo salvar o sistema da bancarrota. Não resolverão os problemas criados pela crise, pelo contrário, poderão até agravá-los. O capitalismo não pode ser reformado num sentido virtuoso.


5 - O Partido Comunista do Brasil avalia que a crise - como expressão dos limites de sustentabilidade e de equilíbrio do modo de produção capitalista - tem causas objetivas que são intrínsecas ao próprio processo de acumulação do capital. As particularidades destas crises devem ser buscadas tendo-se em conta a aplicação das políticas neoliberais que desatou imensa financeirização, características centrais do capitalismo monopolista dos tempos atuais. Volumes inimagináveis de capital fictício - que se apresenta como títulos sobre direitos futuros e também na forma de crédito - atuam intensamente sobre a economia real. De um lado, por mais que se aumente a exploração dos assalariados, não se pode extrair no sistema produtivo capitalista a massa de mais-valia suficiente para satisfazer as expectativas estratosféricas de lucros embutidas nos papéis do mercado futuro; de outro lado, na forma de crédito, gera um círculo ascendente de dívidas privadas e públicas, para servir à especulação, através da multiplicação de títulos e derivativos. Acontece que, com a correspondência cada vez mais longínqua entre capital produtivo e capital portador de juros, este último, e seus detentores, ficam também extremamente vulneráveis. Ainda mais que a esfera produtiva capitalista é periodicamente afetada pela ação da tendência à queda da taxa média de lucros. Há, em síntese, um quadro de superprodução relativa e de sobreacumulação de capitais, fenômenos fundamentais das crises.


6 - A crise em curso impacta profundamente as relações de poder no sistema internacional. Desenvolve-se num mundo em transição. Irrompe precisamente nos mecanismos e políticas que marcaram o movimento de fortalecimento da hegemonia americana no mundo nos anos ’70 e ’80, com destaque para a liberalização dos mercados monetários e financeiros globais dominados pelo dólar. Na assim chamada periferia do sistema há atualmente uma situação bem diferente, pois ali estão os principais atores - alguns se transformando em potências de influência regional ou mundial, como no caso da China socialista - que podem atuar como contra-tendência à devastação emanada dos países capitalistas centrais. O fato de terem alcançado certo nível de desenvolvimento, de ali se situarem importantes fontes de matérias-primas e de energia, de terem conquistado um patamar de menos vulnerabilidade diante dos ricos, cria a possibilidade de que se construam parcerias estratégicas, desenvolvendo os seus mercados internos e fomentando o intercâmbio comercial entre eles, configurando-se em uma alternativa própria. Desta maneira, a crise poderá agravar e aprofundar as contradições que levam ao declínio e à decadência da hegemonia unipolar dos EUA, acelerando a passagem a uma nova ordem, uma nova época.


7 - Com o desenvolvimento da crise do sistema capitalista, a luta política e ideológica se coloca em outro patamar no mundo de hoje. Pode-se esperar o aumento das tensões e disputas internacionais, com derivas ao autoritarismo e ao neofascismo - das quais não se pode descartar a possibilidade da guerra -, pois a solução típica do imperialismo busca jogar o ônus da crise nas costas dos trabalhadores de todo o mundo, intensificando a exploração, oprimindo ainda mais os povos, pilhando países e promovendo o protecionismo. Simultaneamente a isto, e necessariamente depois da destruição de grande volume de forças produtivas, os Estados capitalistas poderão conduzir a uma maior regulação do sistema financeiro, procurando saídas econômicas que preservem a essência do sistema, como já se pode assistir em várias ocasiões precedentes semelhantes.


8 - Porém, o imperialismo dos EUA, não está agora em condições de impor uma solução unilateral à crise, através da construção de uma nova arquitetura do sistema financeiro, monetário e cambial internacional, que submetesse os povos e países a um modelo em função de seus únicos interesses. A cúpula internacional marcada para meados de novembro em Washington refletirá uma renhida luta política em âmbito mundial. As potências capitalistas buscarão produzir uma solução favorável a elas. Cabe aos países em vias de desenvolvimento unir-se, neste e noutros eventos, para proteger suas economias, reafirmar suas soberanias e defender os interesses de seus povos e a paz mundial. No âmbito de cada país, a luta dos trabalhadores e dos povos amplia a perspectiva por uma solução que negue o capitalismo atual, abrindo caminho para um tempo de transição rumo a uma nova formação econômica e social, o socialismo.


9 - Apesar da crise não ser brasileira na origem o Brasil poderá ser afetado negativamente por ela. A medida em que isto se dará dependerá do grau de empenho do governo em defender o país, assim como do nível de mobilização popular para impedir que os trabalhadores arquem com o ônus de seus efeitos perversos. Durante os últimos cinco anos o Brasil navegou numa situação internacional de relativa estabilidade, conseguindo sob o governo Lula recuperar os estragos feitos pelas crises de 1999 e 2002. Neste quadro foi possível que, mesmo adotando uma política econômica de caráter híbrido - desenvolvimentismo convivendo com conservadorismo na política macroeconômica - o país voltasse a crescer a taxas medianas, gerando com isto milhões de novos empregos. O país tornou-se menos vulnerável e menos infenso às orientações do FMI. Fortaleceu seu potencial energético estratégico com as novas descobertas de petróleo e gás. Conseguiu estabelecer um razoável nível das reservas internacionais, assim como aproveitar melhor o potencial de capitalismo de estado - financeiro e produtivo - que escapou à onda privatizante dos tempos neoliberais. Isto se configurou, sobretudo no Programa de Aceleração do Crescimento - PAC. Por outro lado, o país diversificou os destinos de suas vendas e origens de suas compras internacionais tornando-se menos dependente da via comercial dos países ricos. Isto se deu com a participação ativa na construção da integração continental e com assemelhados de outros continentes. Estes avanços devem ser tanto mais valorizados, pois se deram ao meio de acirrada luta política com os conservadores em geral.


10 - A rigor, o Brasil só agora começa a ser atingido mais seriamente pela crise do sistema capitalista. Iniciou-se o processo da fuga de capitais, os índices da Bovespa têm apresentado acentuada tendência à baixa, assim como há indícios de queda na atividade industrial e de contração do crédito privado. Há empresas e bancos brasileiros em dificuldades. A situação, no entanto se agrava e é consensual o prognóstico de diminuição significativa do crescimento para 2009. Para enfrentar esse quadro ameaçador o governo tem tomado medidas no sentido de desobstruir as vias pelas quais circula o crédito para empresas, para exportação, entre os bancos e para consumidores. Algumas destas medidas têm encontrado resistência no próprio sistema bancário que não repassa ao crédito as facilidades referentes aos depósitos compulsórios. O sistema procura solucionar suas dificuldades através de uma ainda maior monopolização do capital bancário privado. De sua parte, o governo tem agido para fortalecer o sistema financeiro público e insistido na criação do fundo soberano do Brasil com o qual poderia agir mais firmemente contra as especulações cambiais. Tem buscado aprovar lei que permita aos bancos públicos estatizarem bancos privados e empresas de construção civil. Tem procurado apressar a integração regional no continente sul-americano, assim como tem intensificado as articulações intercontinentais com países assemelhados. Estas iniciativas positivas merecem apoio do Partido Comunista do Brasil.


11 - Contudo, há vulnerabilidades a superar. As preocupações maiores vêm da elevação do déficit nas transações correntes do balanço de pagamentos que, se não for contido, poderá produzir uma crise cambial. Da mesma forma, a política macro-econômica, monetária e cambial, sob a responsabilidade do Banco Central do Brasil, é de natureza ortodoxo-liberal, tem dificultado maior crescimento do país, estimulado a especulação e tem feito com que a dívida pública se mantenha em níveis extremamente altos. A elevadíssima taxa de juros adotada não se justifica, sobretudo agora, com a perspectiva de desaceleração da atividade econômica. Por isto, o Partido Comunista do Brasil se empenhará para que:



Se concentre nas medidas políticas, econômicas e sociais que possam alargar e fortalecer a demanda interna, a economia nacional e o Estado nacional;
O sistema financeiro público seja fortalecido, mais integrado e coordenado, como um pólo de crédito imprescindível à elevação da taxa de investimentos, concentrados em infraestrutura, elemento central do desenvolvimento nacional;
Se faça uma clara demarcação com os especuladores e rentistas, que prejudicam o desenvolvimento do país; por isto, é necessária a adoção de medidas efetivas de controle seletivo das entradas e saídas de capitais do país, a adoção de limites às operações cambiais em mercado futuro, tornando-as mais onerosas, assim como a adoção de restrições às operações cambiais no mercado à vista;
Seja adaptada a atual legislação que regula as remessas de lucros e dividendos ao exterior às novas condições criadas no país pelo efeito da crise financeira internacional;
A política monetária e cambial seja revertida, com a adoção gradativa de taxas de juros significativamente mais baixas e com a administração das flutuações da taxa de câmbio;
Seja mantido o acordo feito entre o governo e as centrais sindicais, para que, no reajuste do seja adotado como índice a taxa de crescimento do PIB acrescido da variação do IPCA, para o seu reajuste anual;
Sejam adotadas medidas de defesa do emprego, de preservação dos direitos trabalhistas e previdenciários;
Seja aprovada uma reforma tributária orientada pelo princípio da progressividade e da justiça social.

12 - O Partido Comunista do Brasil avalia que há grandes e conflitantes interesses econômicos e políticos em torno do tratamento das repercussões da crise internacional sobre o Brasil. De forma nenhuma concorda com propostas conservadoras que impliquem em interrupção do Programa de Aceleração do Crescimento/PAC, que se voltem para cortes dos programas sociais, ou que levem a um aumento do desemprego e a reduções salariais dos trabalhadores. O PCdoB se pauta pela defesa e consecução efetiva de um projeto de desenvolvimento nacional soberano, democrático e de valorização da força de trabalho, de ênfase na integração soberana da região. Esse é o caminho para se alcançar o objetivo maior do Partido - a transição ao socialismo.


São Paulo, 9 de novembro de 2008


O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil.

enviada por Vlad



09/11/2008 12:23

Para entender a crise do capitalismo

Seguem atalhos que conduzem a textos os quais auxiliam muito na compreensão da matéria. E ajudam a esclarecer o que deve ser feito para combater essa ameaça.


Portal Vermelho: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=0&codigo=32&ex=esp

Agência Carta Maior: http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?home_id=90&alterarHomeAtual=1

Blog do Paulo Vinícius: http://coletivizando.blogspot.com/2008/10/para-entender-crise-capitalista.html

enviada por Vlad



03/11/2008 16:20

"Masha se detuvo. Me miró. Y me fue fácil mirarla a los ojos. Eso era lo mismo que mirar las aguas del Angará(*): a cualquier profundidad ves cada piedrecilla. Ya les he dicho a ustedes que en Masha jamás se apaga la sonrisa, sólo que tarda uno a comprender dónde se esconde: en las comisuras de los labios, en las pestañas o en los finos rayitos de las arruguillas que aparecen de pronto bajo sus ojos. Y yo veía como acorría la luz a los ojos de Masha, como éstos se llenaban cada vez más de un alegre brillo y se hacían tan profundos que hasta daban un poco de miedo - ?y si veía en ellos ahora su corazón palpitante? - y me sentía abrasado por la vergüenza: ?por qué había estado todos estos días huyendo de Masha, por qué antes no le había mirado así a los ojos?"

(*)nome de um rio

Sartakov, Serguei. El viento de la montaña (cap. 18). In:Novelas de Siberia
Moscou, URSS, Editorial Progresso, s/d.
Traduzido por César Astor.

enviada por Vlad



16/10/2008 19:54

Uma das descobertas literárias que fiz nos últimos tempos chama-se Serguei Sartakov, escritor russo de origem siberiana. Estive lendo de autoria dele um volume chamado Novelas de Siberia em sua tradução para o espanhol, publicação da Editoral Progresso que encontrei em um sebo que fica próximo à avenida da Universidade. Muito bom mesmo.

enviada por Vlad



16/10/2008 19:22

A Caravana da UNE (http://caravana.une.org.br/) esteve nesta Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Assisti a uma peça do grupo de teatro Tá Na Rua e só não me vacinei contra rubéola porque já havia. Participei também do debate sobre Saúde, Educação e Cultura, que tomou lugar no auditório da Reitoria da UFC na noite da última terça.

enviada por Vlad



03/10/2008 14:09

Aqui estão outras dicas de página e portal excelentes.

Visite: http://www.eaibeleza.com.br/

E também: http://www.manuela65.com.br/novo/

enviada por Vlad



20/09/2008 17:30

Visite: http://evaldolima.blogspot.com/

E também: http://www.professorevaldo65789.can.br/

Lembramos que a carreata é amanhã.

enviada por Vlad



03/09/2008 12:12

Preciso consertar aquela bicicleta. Ela tem sede de ganhar o chão, ganhar o asfalto, percorrer uns bons quilômetros, ir até a barra do Cocó e voltar passando pela barra do Ceará antes de retornar ao ponto de partida. Com ela, em momentos de muita inspiração, expiração, transpiração, enfim, sou capaz de participar até de carreatas das campanhas de LUIZIANNE (13) para a prefeitura e do PROFESSOR EVALDO (65789) para vereador de Fortaleza.

enviada por Vlad



03/03/2008 14:50

Série do jornalista Luís Nassif sobre a revista Veja: http://luis.nassif.googlepages.com/amudan%C3%A7adecomando.

O atalho leva ao segundo artigo da série. Um trabalho de responsabilidade e de coragem, o do sr. Nassif.

***

Blog do Paulo Vinícius

http://coletivizando.blogspot.com/2008/02/colunas.html

Recomendo a todos os que lutam por um Brasil mais democrático e socialista.

Aliás, aproveito para indicar também o blog de Gustavo Petta, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes:
http://blogdopetta.blig.ig.com.br/.

enviada por Vlad



08/02/2008 17:15

Os gastos com "cartão corporativo" só correspondem a algo em torno de 0,002% e 0,004% das contas do governo federal, segundo a Controladoria Geral da União, mas a impressão que se tem pelas lentes deformadoras da mídia hegemônica é que seria muito mais. Impressão fabricada. Os grandes jornais podiam, pelo menos, mencionar a falta de transparência com os gastos nos governos de FHC - os gastos via cartão corporativo foram maiores em dezenas de milhões de reais em 2001 e cerca de noventa milhões de reais a mais em relação a média do governo Lula, no ano de 2002. E antes disso havia menos transparência com os gastos públicos ainda. Enquanto isso, os governos tucanos, por menos transparentes que sejam, são deixados em paz pelos holofotes seletivos do oligopólio mídiático. Resistir é preciso.


Segue abaixo o endereço de alguns entre os blogs que reagem a essa ofensiva contra o governo:



BLOG DO ROVAI: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/



AMIGOS DO PRESIDENTE LULA: http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/



CIDADANIA.COM: http://edu.guim.blog.uol.com.br/



BLOG DO ONI PRESENTE: http://blogdoonipresente.blogspot.com/



POR UM NOVO BRASIL: http://por1novobrasil.blogspot.com/



ENTRELINHAS: http://blogentrelinhas.blogspot.com/



REPÚBLICA VERMELHA: http://republicavermelha.blogspot.com/

enviada por Vlad



20/01/2008 12:53

Meu palpite é que mais pessoas vão começar a se interessar pelo comunismo no próximos trinta, cinqüenta anos; para aprender com a História e para fazê-la. E também para serem comunistas.

A tendência do modo de produção capitalista é que, à medida em que a necessidade do trabalho vivo for (e vem) sendo eliminada da produção material e dos serviços, a mais-valia, o trabalho não-pago do qual o patrão se apropria, também irá dizendo adeus. Com isso, rui todo o castelo de papel da especulação financeira. E isso pode ser muito bom. Pode significar algum dia que problemas econômicos nos EUA nos afetarão não porque haverá circuitos de dependência entre uma parte e outras, mas porque existirá verdadeira ajuda mútua.

Com o governo Lula, vê-se que essa possivelmente longa transição histórica, de antemão ainda em litígio, não decidida, pode ser socialmente includente - o Brasil bate recordes de empregos formais, por exemplo. E há uma preocupação com a qualidade da educação, esta não é mais um mero ponto condicionante para se receber empréstimos da banca estrangeira, como na década de noventa. O país ainda caminha em marcha lenta, ainda pode vir a se deparar com efeitos de crises internacionais e manobras de suas elites, mas vai, como a caravana.

A bem da verdade, observo que partidos de esquerda como o próprio PCdoB vem crescendo deveras nesses últimos tempos.

Isso, com certeza, deve-se muito ao esforço decisivo de suas respectivas militâncias e quadros, sem os quais não teríamos um presidente do campo popular e democrático como Lula eleito e reeleito pela primeira vez na História do país.

enviada por Vlad



20/01/2008 12:27

Honra ao pré-carnaval de Fortaleza!


Festa do Interior
Canta: Gal Costa
Composição: Moraes Moreira/ Abel Silva

Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João...

Babados
Xotes e xaxados
Segura as pontas
Meu coração...

Bombas na guerra-magia
Ninguém matava
Ninguém morria...

Nas trincheiras
Da alegria
O que explodia
Era o amor...(2x)

Ardia aquela fogueira
Que me esquentava
A vida inteira
Eterna noite
Sempre a primeira
Festa do Interior...

enviada por Vlad



20/01/2008 11:21

Gostaria de agradecer mais uma vez o presente de Alice e Alessandro, um livro chamado "Pensar o Mundo do Amanhã", edições Demócrito Rocha, que reúne num só volume toda a coleção de fascículos de mesmo nome publicada juntamente com exemplares do jornal O Povo no segundo semestre de 2006. À época, quando atentei para o fenômeno, a série já estava pelos números finais. Os primeiros fascículos estavam esgotados.

Valeu, vocês são muito legais!

***

Gostaria de lembrar também o postal que minha irmã me enviou de Cuba, lar inesquecível da primeira revolução socialista das Américas. Eu que sou comunista e ela que foi a Cuba primeiro, pois então. Foi surfando, foi surfando, até que chegou lá. Grande garota.

enviada por Vlad



19/01/2008 19:38

Entre os filmes que compõem a famosa série dirigida por George A. Romero, meu preferido é o de 2005; até agora.

***

"Não tentei dizer neste livro que entendemos intelectualmente as instituições e os acontecimentos exclusivamente em termos e demostração da personalidade, pois obviamente isso não ocorre; mas ao contrário, que passamos a nos preocupar com instituições e acontecimentos apenas quando podemos discernir personalidade funcionando dentro deles ou dando-lhes corpo."

Richard Sennett, "O declínio do homem público". Conclusão.


Estudei fora dos cursos de graduação esse livro de Sennett, que ainda hoje desperta minha curiosidade. Sobretudo quanto ao método.

enviada por Vlad



14/01/2008 20:29

Milvinil

http://milvinil.multiply.com/

enviada por Vlad






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